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Kadett em Curitiba
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Cacá Daud

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Astra em Curitba

KADETT ASPIRADO E ASTRA TURBO DE ARRANCADA

Saiba um pouco mais sobre estes carros, afinal os dois juntos somam praticamente 1000 hps.

 

Kadett
Sempre que vamos acompanhar uma prova de Arrancada em Curitiba, eu pessoalmente fico esperando o Kadett vermelho do piloto Catarinense Vicente O. Silva ligar o motor, só para escutar o ronco do motor 16v. aspirado, realmente é um som único e consigo identificar de longe, além disso este carro é recordista da categoria Super Street Tração Dianteira (SSTD) desde 2004, com o tempo de 10.92 nos 400 mts do AIC (Autódromo Internacional de Curitiba), segundo o preparador o carro tem em torno de 350hps (Veja que nem sempre Hps são sinônimo de boa performance), “já vi muita gente exagerar na preparação conseguindo ter como resultado final um carro pior” me dizia um outro preparador, e acho que tem razão, já vi gente até desistir da categoria depois de ter gastado uma fortuna no carro, para acabar andando menos, Infelizmente não temos a formula do veneno.

Para fazer algumas comparações, este já carro fez um tempo melhor do que duas categorias turbo a Street Turbo Tração Dianteira A (STTD-A) com 11,04 (Categoria que corre o Astra, abaixo com 700 HPs) e a Street Turbo Tração Dianteira B (STTD-B) com 11,78, ou seja o carro é forte, vale a pena ver o Kadett rasgando a reta do Autódromo de Curitiba.


Astra
O bicampeão paranaense de Arrancada Cacá Daud (Goodyear) mostrou estar certo em arriscar todas suas expectativas no projeto mais inovador da história da modalidade no Brasil. O recordista da categoria Street Turbo Tração Dianteira A (STTD A) aos poucos está deixando seu Astra 2.0, único modelo Chevrolet a participar da categoria, um Fórmula 1 disposto a quebrar todos os recordes de sua divisão.

Pela primeira vez desde que entrou de cabeça nas arrancadas, Daud levou um de seus carros para o dinamômetro de rolo da Dynojet do Brasil, em São Paulo, e após um dia de bastante trabalho e análise, o piloto de São José do Rio Preto ficou com o desejo de ter testado também seu antigo companheiro, o VW Gol. "Nunca tinha passado um carro meu no dinamômetro. Depois do Astra, fiquei com muita curiosidade para saber quanto deveria ter o Gol. Afinal de contas, o recorde da categoria foi conseguido com o antigo carro, o Gol", comentou.

Em uma extensa sessão de testes, Daud notou, logo no início, que o dosador de pressão de combustível não estava aumentando conforme deveria e providenciou a mudança da peça, que proporcionou uma evolução imediata. No final do dia, após uma série de ajustes nas mais diversas partes mecânicas do Astra e com uma pressão de turbo de 1,8 kg, modesta para os níveis da categoria, foi atingido 637 hp nas rodas (mesmo com o carro destracionando nos rolos do dinamômetro assim que atingia 570 hp) e incríveis 764 cavalos de potência, se medidos diretamente no virabrequim. "Existem alguns dados que impressionam até os mais leigos. O carro tem a mesma potência de um Fórmula 1 com motor V-10, aproximadamente 800hp. Ele desenvolve quase 400hp por litro, ou seja, se fosse um carro 1.0 teria 400hp", explicou o piloto da Goodyear, que agora acredita ter o carro com motor quatro cilindros maiôs potente do Brasil.

"Na STTD-A, o nível de pressão de turbo geralmente fica na casa dos 3kg e outros carros já atingiram a marca de 620 cavalos no rolo. O Astra, utilizando apenas 1,8 kg, conseguiu ultrapassar esta marca. Isso nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. Nos Estados Unidos, por exemplo, utilizando peças parecidas com as nossas, um motor GM já atingiu 1.400 cavalos de potência, o que é um número fenomenal", acrescentou Cacá, destacando os resultados já atingidos pelo mesmo conjunto motor-câmbio em competições norte-americanas.

Mesmo com o impressionante resultado, Daud acredita que seu carro ainda precisa de muito desenvolvimento para arrebatar todos os recordes possíveis da Street Turbo Tração Dianteira A, mas admite que os resultados já assustam muitos rivais. "Ainda é preciso dar um boa melhorada na curva de torque, ela está muito curta, cobre uma faixa de giro muito pequena, e nesta categoria, onde os "pneus de rua" são obrigatórios, o torque de baixa é muito importante para que se possa largar no sinal com o giro baixo, destracionando o menos possível. Estão chegando umas peças novas do exterior e pretendo avaliar o carro novamente em um futuro próximo", lembrou Daud, que utiliza os pneus Eagle Ventura. "De qualquer forma, acredito que o carro está realmente com um potencial de impressionar muitos pilotos e preparadores", finalizou o bicampeão paranaense de Arrancada.








Texto:
Paulo Sergio